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Militarização não é solução: a estratégia fascista do governo Bolsonaro contra os serviços públicos

27.01.2020

Autor: Hélio Rios, coordenador da pasta "Assuntos de Aposentadoria" do Sinasefe-SP

 

Uma das principais características da política neoliberal é formar "tempestades de mudanças", que além de acelerar o processo de acúmulo de riqueza dos setores privilegiados, causam a permanente sensação de desnorteio da população diante de tantos ataques e a frustração que "não estamos dando conta" de combatê-los. Dois temas, entre outras questões, merecem destaque nesse momento: a propaganda negativa em torno da imagem dos servidores públicos, tomados como incompetentes, e a militarização exaltada como salvação de todos os problemas dos serviços públicos. 

 

Não faltam exemplos, como a nomeação de militares em ministérios e outros cargos do Executivo. Recentemente, soldados da ativa concluíram uma obra de estrada, dando crédito ao atual governo e, novamente, às Forças Armadas. O reforço do imaginário coletivo que fardas, por si só, possuam poder de redenção é uma crença necessária à cultura fascista que vivenciamos no governo Bolsonaro. O uso sistemático de força, coerção e todas formas possíveis de abuso do poder são a marca histórica dos regimes autoritários de extrema-direita, que se mostram "acima das leis" e regras democráticas. 

 

Cabe ressaltar um diferencial importante do fascismo moderno: não possui características nacionalistas, como em outros momentos da história. O fascismo atual é forjado pelo e para o mercado, notadamente aos interesses do capital financeiro internacional, com o objetivo de reduzir todos os custos que impedem o seu progressivo ganho. A política de não contratação de novos servidores, seja no INSS ou nos demais órgãos públicos, que explicitamente estão defasados, vem atender tal exigência. 

 

Não sem razão, a propaganda oficial contra o servidor público civil, seja através de informações enganosas e generalizadas, como a suposta existência de altos salários e mordomias sem contrapartida de qualidade do serviço prestado, apontando melhor eficiência nos empreendimentos privados. A arquitetura do desmonte do Estado social também se faz presente em projetos de lei e propostas de "remodelação da estrutura" dos serviços públicos, haja vista a flagrante entrega da Educação à gestão privada que se configura no programa Future-se. 

 

Os altos investimentos em propagandas e políticas públicas para fazer a opinião pública desprezar o servidor civil e tudo que decorre do seu trabalho, o serviço público, é marca deste e de qualquer outro governo neoliberal, no entanto, diante do atual cenário da extrema-direita no poder, o desprezo se converteu em ódio. Os servidores públicos civis foram alçados à inimigos da nação e causadores de todas as mazelas do país. 

 

Urge, como educadores que somos, nos mobilizarmos em ações de conscientização da nossa importância social e nos colocarmos em marcha nas mobilizações em defesa do serviço público, laico, gratuito e de qualidade, como direito de todas e todos.
 

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