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SINASEFE-SP EXIGE REVOGAÇÃO DA PORTARIA 2.036 DE 07 DE JUNHO DE 2019 SOBRE REMOÇÃO DOCENTE

17.06.2019

Nesta segunda-feira (17), o Sinasefe-SP solicitou a revogação imediata da Portaria 2.036 de 07 de junho de 2019 que trata sobre a remoção docente para o 2º semestre de 2019. A mudança nas regras para a pontuação das titulações e a retirada do critério sobre proximidade da residência em relação ao câmpus que o trabalhador deseja remoção, atingiu frontalmente o direito dos docentes do IFSP quanto ao princípio constitucional da isonomia e tornou o processo de remoção desigual, quando comparado aos critérios que historicamente vem sendo aplicados pela CPPD (Comissão Permanente de Pessoal Docente).

 

O instituto da remoção de servidor público é um direito e está previsto na lei. Esse instituto é usado para satisfazer a necessidade da Administração, seguindo, assim, o princípio da supremacia do interesse público. Ele se desdobra em diversas hipóteses a depender da situação. E dessa forma, também pode ser impulsionado pelo interesse particular do próprio trabalhador, desde que motivado e autorizado pelo Estado.

 

Observe, abaixo, a comparação entre os critérios e respectivas alterações:

 

Portaria 3.900 de 04 de dezembro de 2018.
4.2.1.1 – Doutorado – 15 pontos
4.2.1.2 – Mestrado – 10 pontos
4.2.7 Residência ou grupo familiar na localidade do campus de destino ou município limítrofe
– 10 pontos

 

Nova pontuação e item considerando Portaria 2.036 de 07 de junho de 2019.
4.2.1.1 – Doutorado – 45 pontos
4.2.1.2 – Mestrado – 10 pontos

 

Cabe salientar que os critérios que vinham sendo adotados até dezembro de 2018, foram frutos de consulta pública aos servidores do IFSP. Desta forma, qualquer alteração por setores representativos ou não da categoria são ilegais, uma vez que não existe foro mais democrático do que a consulta pública.

 

A mudança na portaria de remoção sem a prévia discussão e orientação aos servidores, além de gerar insegurança jurídica, cria benefícios para este ou aquele interessado, o que fere o princípio da moralidade. Desta forma, a direção do Sinasefe-SP certa que o setor responsável por remoção docente (CPPD) e a reitoria do IFSP, não têm a pretensão de tirar direitos de seus servidores, solicita a imediata retificação da portaria de remoção 2019 e o retorno das pontuações e itens utilizados durante o ano de 2018.


BAIXE AQUI O OFÍCIO PROTOCOLADO PELO SINASEFE-SP

 

 

PORTARIA 2.036 DE 07 DE JUNHO DE 2019

 


 

SAIBA MAIS:

 

O QUE É A REMOÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO?


A remoção é o ato de deslocamento do servidor público, com ou sem mudança de sede. Ele pode ser provocado por pedido do próprio funcionário ou de ofício pela Administração Pública.

Ou seja, a Administração pode remover o servidor, a seu critério ou a pedido deste, desde que seja verificada a existência de conveniência e a discricionariedade para isso. Se acontecer a pedido do servidor, dentro das hipóteses legais, independe do interesse da Administração.

 

O QUE É ALTERAÇÃO DE LOTAÇÃO?
A lotação corresponde ao órgão a que o servidor está vinculado administrativamente e onde ele desempenha o seu ofício.

 

A designação do local de lotação de servidores é um ato de decisão da Administração, que analisa critérios de conveniência e oportunidade. Dessa forma, o Poder Judiciário não pode interferir. Fazer o contrário seria adentrar no mérito administrativo da questão, o que não é permitido.

 

O servidor pode ser deslocado para outra cidade, bairro, órgão e até de um setor para outro. Já a alteração de lotação é a mudança de setor do servidor realizada dentro da mesma lotação geral.

 

O QUE A LEI ESTABELECE SOBRE O TEMA?


A remoção tem previsão na Lei 8.112/90. O seu art. 36 determina que:

“Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.”

O mesmo artigo continua explicando as várias modalidade de remoção:

 

“Entende-se por modalidades de remoção:

I – de ofício, no interesse da Administração;

II – a pedido, a critério da Administração;

III – a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:

a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração;

b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial;

c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.”

 

EM QUE CIRCUNSTÂNCIAS ELA PODE OCORRER?


De ofício, no interesse da Administração


Quando o servidor é transferido do local onde exerce suas funções para outro por interesse exclusivo da Administração, a remoção é chamada de ofício.

 

A remoção do servidor por interesse da Administração deve ser objetivamente motivada, apontando a causa e os efeitos que determinaram a prática desse ato e o dispositivo legal que confirma essa medida, sob pena de nulidade.

 

Porém, a validade da decisão poderá ser alvo de revisão pelo Judiciário, em casos de ilegalidade e violação aos princípios institucionais do governo.

 

Isso significa que o ato não contém nenhum tipo de vício que o torne ilegal ou inválido. Podemos citar, como exemplo, a decisão superior de remover um funcionário por motivos de perseguição pessoal, como a sua orientação sexual ou gênero. Isso não é motivação suficiente para justificar o ato, nem afeta a prestação dos serviços para a coletividade.

 

A pedido, a critério da Administração


Nesse caso, o servidor deve fazer o pedido, que será analisado pela Administração. A Administração deve justificar a sua decisão, indicando a motivação que a levou a tomar tal atitude.

 

Dessa forma, assim como os demais atos administrativos, a decisão precisa estar protegida pelos princípios da: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficácia etc.

 

Assim, quando o poder público decide remover um funcionário seu a pedido do próprio, deve justificar o ato e apresentar os fundamentos jurídicos que justifiquem a validade do ato e que levem a essa decisão. Trata-se da motivação, princípio presente no art. 50 da Lei nº 9.784/1999.

 

A pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração


A remoção pode, ainda, ser requerida a pedido do próprio servidor, sem levar em consideração o interesse da Administração.

 

Nessa última modalidade, há o direito subjetivo de remoção. Vamos ver as hipóteses:

 

– Para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado no interesse público;

– Motivo de saúde do servidor, seu cônjuge, companheiro ou dependente;

– Ocorrência de processo seletivo promovido, se o número de interessados for superior ao número de vagas, conforme as normas estabelecidas em cada órgão ou entidade.

 

Na hipótese de pedido de remoção para outra localidade (art. 36, inciso III), o servidor deverá esclarecer se a motivação é provocada pela necessidade de acompanhar o seu cônjuge ou companheiro ou se é por motivo de saúde ou de processo seletivo promovido.

 

Por outro lado, não há nenhuma previsão legal de remoção do servidor para acompanhar seu cônjuge ou companheiro se este for um empregado de uma empresa do setor privado. Isso seria uma afronta ao princípio da Supremacia do Interesse Público, já que o interesse particular iria se sobrepor ao público.

 

É importante mencionar que o ato de remoção do servidor público não é uma punição e nem pode ser usado como uma ferramenta para perseguição política ou pessoal. Dessa forma, a decisão deve se restringir apenas ao interesse da Administração, e não por motivos pessoais de seus representantes.

 

Como vimos, o instituto da remoção de servidor público é um direito e está previsto na lei. Esse instituto é usado para satisfazer a necessidade da Administração, seguindo, assim, o princípio da supremacia do interesse público. Ele se desdobra em diversas hipóteses a depender da situação. E dessa forma, também pode ser impulsionado pelo interesse particular do próprio trabalhador, desde que motivado e autorizado pelo Estado.

 

 

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