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SINASEFE-SEÇÃO SÃO PAULO

31 de março: Um dia pra ser lembrado, não comemorado. DITADURA NUNCA MAIS!

27.03.2019

O golpe de 1964 é uma das páginas mais nefastas da história do nosso país. Foi o mais grave ataque à democracia em toda a nossa história. A determinação do presidente Jair Bolsonaro ao Ministério da Defesa, para que os militares comemorem o 31 de março, é inaceitável. 

 

Um regime de exceção foi instaurado no Brasil: a liberdade de expressão e organização foi suprimida; partidos, sindicatos, imprensa e lideranças sociais e religiosas foram proibidas e caladas; prisões foram abarrotadas de opositores ao regime. A tortura de prisioneiros, o assassinato e o desaparecimento foram institucionalizados. Durante a ditadura houve o fortalecimento dos grupos de extermínio com o incremento de mortes e assassinatos de pobres e negros das periferias urbanas e de milícias no campo.

 

Mais de 70 mil pessoas foram presas e perseguidas e 437 foram mortas e desaparecidas, de acordo com levantamento realizado por familiares das vítimas nas últimas quatro décadas. Esse número pode chegar a milhares se considerado o extermínio de indígenas a mando dos governos militares.

Não podemos considerar natural a defesa – entusiasmada, de alguns setores da sociedade – de um regime político de terror, de repressão, de supressão das liberdades. É este tipo de evento que Bolsonaro quer “comemorar”: a apologia à tortura e o desrespeito às liberdades democráticas.

 

O Sinasefe-SP defende que o dia 31 de março seja lembrado como um dia de protestos, jamais comemorado. É fundamental denunciar que Bolsonaro não tem nenhum compromisso com a democracia, que o seu objetivo é acabar com o direito de manifestação do povo, eliminar opositores e alinhar-se incondicionalmente aos interesses do capital financeiro e dos EUA, como a aprovação da Reforma da Previdência, por exemplo.

 

Dos anos de chumbo, reafirmamos outra data: o dia 28 de março de 1968. Neste dia, o estudante Edson Luis foi assassinado covardemente pelas forças de repressão da ditadura militar no Rio de Janeiro. O jovem tinha 18 anos e morreu com um tiro no peito disparado por um comandante da tropa da Polícia Militar. E, desde então, o dia 28 de março tornou-se o Dia Nacional de Luta da Educação. Este é o nosso lado.  

 

Não vamos nos intimidar ou sucumbir diante desse gesto de provocação e propaganda do ódio, tampouco admitimos retroceder mais de meio século em nossos direitos. Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça, dizemos a plenos pulmões: DITADURA NUNCA MAIS! 

 

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