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SINASEFE-SEÇÃO SÃO PAULO

Sob pressão, MEC decide alterar Base Nacional Curricular do Ensino Médio. É HORA DE LUTAR!

18.07.2018

O Ministério da Educação decidiu fazer alterações na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio, que está em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE). Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os ajustes serão feitos para minimizar as resistências à proposta.

 

O texto foi apresentado pelo Ministério da Educação em abril e a previsão do governo Michel Temer é que a aprovação ocorresse ainda em 2018. No entanto, a parte do Ensino Médio tem sido criticada, entre outros motivos, por não detalhar conteúdos das áreas de ciências humanas e ciências da natureza. Apenas matemática e linguagens receberão maior atenção no texto. 

 

A base define aquilo que os alunos das escolas públicas e privadas devem aprender durante a Educação Básica. A parte da Educação Infantil e do Ensino Fundamental foi aprovada no ano passado, e a do Ensino Médio ficou para depois. Após a aprovação, é definido um prazo de até dois anos para que seja colocada em prática.

 

Outro ponto criticado é a falta de competências específicas para as linhas de aprofundamento, ou seja, a parte que os alunos vão escolher estudar. De acordo com a reforma do Ensino Médio, aprovada no ano passado, parte do currículo será comum a todos e, outra, será definida de acordo com cinco itinerários formativos escolhidos pelos estudantes: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e educação profissional.

 

Em entrevista à Folha, o ministro Rossieli Soares da Silva, disse que o objetivo é ajustar esses pontos polêmicos, dando mais clareza à redação das áreas do conhecimento, além da definição dos parâmetros da parte diversificada.

— Não temos problemas em sentar e negociar — disse Rossieli ao jornal. — Sabemos que não é fácil finalizar esse processo, mas não podemos ficar cinco ou seis anos discutindo — afirma.

 

LEIA A MATÉRIA DA FOLHA DE SÃO PAULO

 

 

EDUCAÇÃO É UMA TRINCHEIRA DE LUTA!

 

A escola está em disputa. Por um lado existem aqueles, como Temer, que querem uma escola cada vez mais voltada ao mercado de trabalho e que não forme jovens que possam significar qualquer perigo aos governantes. Do outro lado, há aqueles que defendem que a escola deve apropriar os estudantes com todo o conhecimento básico produzido pela humanidade. O SINASEFE-SP está nesse segundo grupo.

 

A retirada da obrigatoriedade de Artes, Educação Física, Sociologia, Filosofia e os itinerários formativos significa retirar o direito da juventude de acesso a esses conhecimentos.

 

Ao invés da contratação de profissionais com notório saber, precisamos discutir sobre a formação e a qualidade dos cursos de licenciatura e as condições de trabalho dos professores. Isso passa desde à formação na graduação, onde os cursos de licenciaturas são renegados nas universidades e recebem menos investimentos, até as condições de trabalho péssimas em que vivem, com baixos salários, escolas sem infraestrutura para as aulas, entre outras coisas. A Reforma que o Ensino Médio precisa deve, primeiramente, se propor a transformar essas questões e a não precarizar ainda mais o trabalho docente.

 

Também podemos citar a Lei da Mordaça (Projeto Escola Sem Partido), que parte de uma ideologia (falsa ideia) de que professores doutrinam seus alunos com ideias esquerdistas. O projeto de lei tenta criminalizar professores que manifestarem apoio a lutas e movimentos sociais. Isso é um mecanismo da classe dominante para tentar destruir o espaço de resistência que existe nas escolas. Esta resistência não existe por força de ideias esquerdistas de professores, mas pelas condições cada vez mais degradadas da escola pública.

 

O que nos resta é resistir e insistentemente lutar por uma educação humanizada para a população mais pobre, incitar a criticidade e não fazer retroceder a luta da classe trabalhadora: Nenhum direito a menos! A vitória virá de onde sempre veio, da luta!

 

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