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SINASEFE-SEÇÃO SÃO PAULO

Sinasefe-SP participa de manifestação histórica em Brasília

31.05.2017

 

 

 

Mais de 150 mil trabalhadores ocuparam Brasília no dia 24 de maio com as bandeiras ‘Fora Temer’ e ‘Diretas Já’. O dia de luta foi chamado pelas Centrais Sindicais e foi acolhido por sindicatos de diversas categorias, movimentos sociais e estudantis, partidos de esquerda e trabalhadores de todo o país. Além de pedir a queda de Michel Temer, recentemente envolvido em casos de corrupção, os trabalhadores também defendiam a Previdência Pública e os Direitos Trabalhistas, afirmando que o governo Temer não tem condições morais de aprovar as reformas.

 

O Sinasefe-SP participou dessa grande manifestação com uma caravana composta por cerca de 25 servidores que saiu do IFSP Campus São Paulo em direção à Brasília na terça-feira (23) a noite, com parada em campus do interior para o embarque de servidores que não puderam de deslocar até o ponto de saída. Após viajar por toda a madrugada, a caravana do Sinasefe-SP chegou à Brasília na quarta-feira (24) e se dirigiu para o ato, que já estava começando.

 

A concentração das caravanas vindas de todas regiões do Brasil ocorreu no estádio Mané Garrincha e, a partir das 11h, os manifestantes iniciaram a caminhada em direção ao Congresso Nacional. A marcha era tão grande que enquanto os primeiros trabalhadores já alcançavam o Congresso Nacional, uma grande parte ainda estava parada no Mané Garrincha.

 

Os carros de som das Centrais Sindicais se posicionaram em frente ao Congresso Nacional e uma linha de policiais se formou entre os manifestantes e o prédio. Enquanto a maioria dos manifestantes ainda caminhavam em direção ao local, os policiais tentaram dispersar o ato com bombas de gás. Apesar das bombas, os manifestantes não recuaram, às vezes precisavam de espaço para respirar e conter os efeitos do gás lacrimogênio, mas logo voltavam para suas posições, além disso os manifestantes que chegavam da caminhada se posicionavam juntamente com os outros, mantendo o espírito de resistência.

 

Horas antes da manifestação todos os Ministérios foram evacuados e, mais tarde permaneceram desguardados, sendo alvos de ações isoladas. Porém, a maior parte da resistência e confronto ocorreu em frente ao ato, perto dos carros de som, onde os policiais tentavam a todo custo dispersar a manifestação com bombas de gás lacrimogênio e tiros de bala de borracha. Enquanto os oradores dos carros de som pediam que a polícia respeitasse o direito à manifestação, os trabalhadores permaneciam no ato pedindo a queda de Temer.

 

Após horas resistindo, os manifestantes finalizaram o ato e organizavam a volta para os ônibus. Durante o encerramento, começou a circular a notícia de que Temer havia convocado a Força Nacional para conter a manifestação, o que causou ainda mais revolta entre todos. Durante a ação policial, os servidores do IFSP sofreram com os efeitos das bombas de gás e dois servidores foram atingidos por balas de borracha, um no braço e outro na perna, mas os ferimentos não foram graves.

 

Ao término do ato, a caravana do Sinasefe-SP voltou ao hotel para se alimentar e descansar e na manhã da quinta-feira (25) estava de volta à estrada para voltar aos campus do IFSP com ainda mais disposição de luta para barrar as reformas da Previdência e Trabalhista e derrubar Michel Temer. Nas próximas semanas, as Centrais Sindicais irão se reunir novamente para decidir mais detalhes do próximo passo da mobilização: uma grande Greve Geral entre os dias 26 e 30 de junho, porém ainda falta definir se a greve será de 24 ou 48 horas e a data exata. De qualquer maneira, o Sinasefe-SP já inicia a mobilização para a nova Greve Geral incitando o debate sobre a conjuntura nacional em suas assembleias.

 

Apesar da grande mídia focar somente nas cenas de violência, manipulando as informações, quem esteve em Brasília pode ver uma manifestação histórica, batendo recorde de presença em uma manifestação na capital. A resposta de Temer, com a violência policial e a convocação do exército, mostra um presidente encurralado sem respaldo para permanecer no cargo e muito menos continuar aprovando reformas que atacam os trabalhadores. Assim, com uma nova Greve Geral no fim de junho, vamos pressionar ainda mais o governo e barrar as reformas.

 

 

 

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