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SINASEFE-SEÇÃO SÃO PAULO

1ª Reunião da Coordenação Plena do SINASEFE-SP

07.11.2016

 

 

 

Aproveitando o Dia do Servidor Público, 28 de outubro, o SINASEFE-SP realizou a 1ª Reunião da Coordenação Plena, junção da Coordenação Funcional e dos coordenadores de base eleitos em assembleias de campus. A atividade iniciou com um café da manhã para os 21 servidores presentes, entre coordenadores funcionais e de base e observadores de campus que ainda não elegeram sua coordenação de base.

 

Às 10h, com todos já acomodados, a Coordenação Funcional fez uma fala inicial saudando a participação de todos e ressaltando a importância desse espaço de integração entre os coordenadores de base de diversos campus e a Coordenação Funcional, fortalecendo o sindicato pela base e incentivando a mobilização unitária da categoria. Até o momento foram eleitos coordenadores de base em 18 campus do IFSP e na atividade estavam presentes representantes de São João da Boa Vista, São Paulo, Hortolândia, Araraquara, Tupã, Avaré, Catanduva, São José dos Campos, Campos do Jordão, Votuporanga, Boituva, Registro, Jacareí e Pirituba.

 

Histórico da luta sindical

 

O sindicalista da Intersindical Edson Carneiro, o Índio, foi convidado para facilitar o debate sobre o histórico da luta sindical. Ele iniciou sua fala lembrando que o processo de consolidação das leis trabalhistas em 1930, também marca o início da luta sindical no país, com bastante influências dos anarquistas europeus. Também lembrou do período de ditadura militar com intervenções nos sindicatos e perseguição brutal aos sindicalistas e ressaltou que, apesar das grande perdas, o movimento sindical teve um papel fundamental para a derrubada da ditadura.

 

Índio resgatou o processo de luta ocorrido durante a década de 1980, que resultou na criação de importantes ferramentas da classe trabalhadora, como o PT, o MST, a reorganização da UNE e a CUT, criada em 1983, mas que somente foi regularizada após a Constituição Federal de 1988. A década de 1990 foi o período que ficou marcado como o ‘novo sindicalismo’, com a retomada da luta grevista, porém, Índio avalia que isso mudou a partir de 2003, quando a luta sindical passa por uma nova dinâmica após a chegada do PT à Presidência da República, com momentos de fragmentação e dispersão.
 

Como a CUT não consegue mais aglutinar a classe trabalhadora e com o crescimento da ideia de direita de desconstrução do Estado, uma grande parcela da população foi atraída pelas tentativas de soluções individuais, o que gerou um processo de despolitização dos trabalhadores brasileiros nos últimos 15 anos. Apesar desse cenário, Índio destacou que a luta sindical é fundamental na busca de uma sociedade mais justa e que enquanto houver exploração do trabalhador vai existir luta sindical, principalmente na atual conjuntura de ataque aos direitos conquistados e ao direito à greve. Após a fala inicial, ocorreu um debate aberto com perguntas e comentários dos participantes.

 

Democracia Sindical

 

Às 14h, após uma pausa para o almoço, a Coordenação Plena se reuniu com o convidado Valério Arcary, professor aposentado do IFSP e militante do MAIS, para debater democracia sindical. Ele iniciou sua fala lembrando que as primeiras experiências de organização coletiva de trabalhadores aconteceram através de fraternidades e associações com finalidades defensivas, ou seja, resolver problemas comuns entre todos. O coletivo de trabalhadores passa a ter a forma de sindicato a partir de experiências na França e na Itália, com o socialismo utópico, quando os sindicalistas passam a debater, para além de seus direitos, projetos de sociedade e o fim do capitalismo.

 

Assim, continuou Arcary, o debate sobre democracia sindical tem início a partir dessa nova configuração de trabalhadores organizados em sindicatos, com o objetivo de se defender dos patrões e das relações de poder no interior do mundo do trabalho. O debate inicial sobre democracia trata da representatividade: quem o sindicato representa? Somente os filiados os toda categoria? O que leva à segunda questão: Quem é a categoria? A representatividade é delimitada pela peculiaridade da profissão ou pelo ramo produtivo no mercado de trabalho?

 

Valerio Arcary também falou sobre a democracia direta, em que cada um toma sua própria decisão, não a transfere para um especialista, porém ele frisou que a democracia direta exige qualificação de todos, ou seja, educação para tomar as decisões, e esse processo exige paciência e liberdade para utilizar devidamente o tempo. Também destacou que é preciso ter espaço para o conflito de ideias, que por si só não é uma experiência destrutiva, somente quando não se debate ideias e se desqualifica o outro. Por fim, o professor aposentado do IFSP frisou que não existem organizações sindicais perfeitas, pois esse é um processo lento e que demanda a participação de todos. Em seguida, o espaço foi aberto para perguntas e respostas.

 

 

Reunião da Coordenação Plena

 

Após uma breve pausa para o lanche, o Departamento Jurídico do SINASEFE-SP, através da Dra. Michelle Canton Grillo, fez um repasse breve sobre o material jurídico de apoio, entregue aos coordenadores de base no início do dia, que é uma sistematização de diversos informes jurídicos sobre temas que são dúvidas frequentes na categoria. A Dra. Michelle também falou sobre a recente decisão do STF em autorizar a administração pública a cortar a remunerações de servidores em greve e quais as medidas e orientações do Departamento Jurídico para garantir o direito à greve sem prejuízos à categoria. E por fim, uma sessão de perguntas e repostas para sanar algumas dúvidas dos coordenadores de base.

 

A parte final foi um espaço de debate entre a Coordenação Plena e tratou da conjuntura nacional, dos ataques sofridos pelos servidores da educação e principalmente das respostas que a categoria pode dar a esses ataques.

Confira os encaminhamentos da 1ª Reunião da Coordenação Plena do Sinasefe-SP – 28 de novembro:

 

1 - Construir o indicativo de greve a partir do dia 11/11;

2 - Orientamos a realização de Assembleias de campus na próxima semana para discutir o indicativo de greve. Caso seja aprovado indicativo, orientamos que a Assembleia de campus busque aprovar também a deflagração da greve, caso ela seja aprovada na AGE do dia 8/11;

3 - AGE – Dia 8/11, terça-feira às 14h no campus São Paulo. Convidem os colegas, organizem carros e outros meios de transporte para vir.;

4 - Criar e-mail do sinasefe-sp para os coordenadores de base;

5 - Impulsionar um Encontro dos professores da formação geral;

6 - Incorporar às reuniões e calendário de mobilização da Frente Povo Sem Medo;

7 - Ajuda dos coordenadores de base para eleição de coordenadores de base onde ainda não foram eleitos;

8 - Impulsionar acordo com a Reitoria sobre reposição e compensação das paralisações

9 - Incentivar Encontros e atividades regionais;

10 - Criar lista de e-mails para os coordenadores de base;

11 - Assembleias Gerais rotativas quanto aos dias e ao campus sede;

12 - Impulsionar a transmissão online das atividades e se possível fazer reuniões online também;

13 - Padronizar modelos de documentos do Sinasefe-SP;

14 - Criar espaços de mobilização com outros sindicatos nos municípios dos campus.

 

 

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