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Nota dos servidores do campus Cubatão - Educação e Saúde: gasto ou investimento?

19.10.2016

 

MANIFESTO DOS SERVIDORES DO IFSP-CUBATÃO CONTRA A PEC 241 E A MP 746, PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA GRATUITA E DE QUALIDADE 

 

Educação e Saúde: gasto ou investimento? 

 

Aos servidores e alunos do IFSP, Campus Cubatão, e à toda comunidade da Baixada Santista. 

 

Nós, servidores do IFSP-Campus Cubatão, vimos a público explicar os riscos atuais representados pela PEC 241 (Proposta de Emenda Constitucional) e pela MP 746 (Medida Provisória para a Reforma do Ensino Médio) propostas pelo atual governo. No início deste mês, o ministro da Fazenda veio em cadeia nacional defender as medidas de ajuste lançadas pelo governo e, para não perder prestígio junto aos trabalhadores do país, afirmou que não irão mexer no orçamento destinado à educação e saúde. De fato, não farão isso porque simplesmente irão congelar as verbas destinadas a esses setores fundamentais.

 

A PEC 241 prevê o congelamento das verbas para educação e saúde para os próximos 20 anos. Para o atual governo, educação e saúde são vistos como GASTOS. Por isso, propõe o assim chamado ajuste fiscal. Mas quem pagará por esse ajuste? Todos aqueles que dependem da educação, da saúde e demais serviços públicos prestados pelo Estado com o dinheiro da sociedade. Serão os trabalhadores, a juventude, os aposentados. Não serão os grandes investidores, os grandes empresários, os que vivem da especulação financeira. 

 

Nós do IFSP-Cubatão, ao contrário, entendemos que educação e saúde são INVESTIMENTO para o país sair da crise e manter um desenvolvimento democrático e inclusivo pelas próximas décadas. Na nossa área, EDUCAÇÃO, entendemos que o acesso ao ensino público, de qualidade, para todos, deve ser ampliado e não restringido. Por isso nos manifestamos também contrários à MP 746, que impõe a reforma do ensino médio sem qualquer diálogo com os educadores e a sociedade. Porque, na prática, essa reforma privilegia o ensino de excelência apenas para os que podem pagar. As escolas públicas vão fornecer um ensino mais precário, de baixa qualidade. 

 

Vejam algumas das razões de nossa oposição à MP 746 e o que defendemos: 

De acordo com a MP 746, não há obrigatoriedade de disciplinas como Artes, Filosofia, Sociologia, Educação Física, Espanhol. Porém, todas elas são essenciais para a formação humana do cidadão, preparando-o para pensar sobre a realidade e agir de modo consciente.

 

Nos Institutos Federais, buscamos a combinação entre a formação humanista, científica e tecnológica. A ciência, a educação e a tecnologia voltadas para o desenvolvimento democrático da nossa sociedade. Queremos uma formação ampla para os alunos. Por isso que também discordamos da proposta do governo que leva o aluno do ensino médio a optar por uma entre cinco grandes áreas de ensino num momento de sua formação em que ele ainda nem conhece os vários campos de conhecimento. Isso apenas levará o aluno a uma especialização precoce e que atenderá aos interesses dos que querem, o quanto antes, explorarem uma jovem força de trabalho a baixo custo. 

 

Para o governo, o ensino deverá ser integral. Isso é importante. Mas, questionamos: como garantir as despesas para o ensino integral e as condições necessárias para que os estudantes fiquem durante um dia inteiro na escola (maior despesa com energia, materiais, equipamentos, alimentação dos alunos) se o próprio governo está propondo o congelamento de verbas para a educação? Isso irá sobrecarregar as escolas e os profissionais da educação, o que somente será motivo para mais insatisfação e não para o ensino e a formação de qualidade. 

 

O ensino integral também depende de que sejam reconhecidos e ampliados o auxílio estudantil, já que muitos estudantes não podem estudar em tempo integral porque precisam trabalhar para complementar o orçamento familiar. Ou seja, na prática o ensino integral com corte na educação vai afastar milhares de jovens carentes das escolas! Somente vão permanecer nas escolas os estudantes que são sustentados integralmente por suas famílias. 

 

Voltaremos a um tempo em que somente os filhos dos ricos tinham acesso a uma formação humana e educacional integral, o que lhes permitiu estarem preparados à vida adulta para o exercício de sua vida profissional e cidadã. Os Institutos Federais representam essa possibilidade de ensino e formação não apenas para alguns, mas para todos, não somente para os filhos dos empresários, mas também e principalmente para os filhos dos trabalhadores, maioria desse país. Não podemos permitir isso! Contamos com vocês para a defesa e ampliação do ensino público, gratuito e de qualidade para todos! 

 

 

Apoiem as Escolas Públicas! Apoiem os Institutos Federais!

Educação pública e de qualidade a todos!

 

 

Coordenação de Base do Sinasefe – Campus Cubatão

 

 

 Clique aqui para acessar o documento em PDF.

 

 

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